Improvável estrela pop, o alemão de 18 anos
mostrar-se-ia comunicativo com as fãs, apesar do
débil inglês que mostrou falar, nas estudadas
intervenções antes de algumas músicas. Vestido
de preto e vermelho, Bill Kaulitz - figura mirrada, cabelo
espetadíssimo e olhos carregados de eyeliner negro e sombra
cinza - é claramente o centro das atenções,
apesar das muitas declarações de amor que, um pouco
por todo o recinto, contemplam os outros membros da banda.
"Break Away", a primeira música da noite, mal se ouviu
graças aos gritos das fãs; "Final Day", que se lhe
seguiu, mostrou Bill Kaulitz a descer a escadaria, do palanque para
o piso térreo do palco, com a perícia de quem pisa
uma passerele. Enquanto o vocalista glamouroso,
que começou a carreira numa
espécie de mini Chuva de Estrelas a cantar "It's Raining
Men" , debita letras emocionais
com que todas as jovens presentes se podem identificar, a banda
acompanha-o em registo quase nu-metal.
"Live Every Second" transforma-se em hino juvenil, com o
público a vibrar com a mensagem de inconformismo e o
quarteto a banhar-se na adulação popular, enquanto
"Love Is Dead" faz com que brotem, no ecrã gigante ao fundo
do palco, chamas diabólicas que, provavelmente, correspondem
àquilo que arde sem se ver.
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