Dizemos "elas" porque, como seria de esperar, a esmagadora
maioria do público é feminino. Há mulheres
(mães que acompanham as filhas e, em muitos casos,
também conhecem as letras), raparigas adolescentes e muitas,
muitas meninas, como a criança de oito anos que vimos de
mini-saia branca, leggings pretos com a palavra "sexy" estampada e
lábios pintados de batom negro. A seu lado, a mãe
acode-lhe nos momentos de maior excitação.
À hora marcada, os rapazes que todas estas raparigas queriam
ver - desde Março, altura em que o primeiro concerto foi
cancelado - entram em palco e provocam, naturalmente, o exacerbar
da gritaria registada até então.
Véu corrido sobre o palco, um pouco à
semelhança do que aconteceu, recentemente, no concerto dos
30 Seconds To Mars naquela mesma sala, e o cenário
desvenda-se em toda a sua elaboração. Vários
andares - parece que estamos num teledisco de hard-rock dos anos 80
- um interessante jogo de luzes e um palanque onde Bill Kaulitz, a
estrela da noite, cantará vários dos temas, em modo
diva.
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